{"id":2025,"date":"2026-08-20T16:56:04","date_gmt":"2026-08-20T19:56:04","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ecopontes.com.br\/blog\/?p=2025"},"modified":"2026-08-20T16:56:04","modified_gmt":"2026-08-20T19:56:04","slug":"apresentacao-do-powerpoint-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ecopontes.com.br\/blog\/apresentacao-do-powerpoint-2\/","title":{"rendered":"Apresenta\u00e7\u00e3o do PowerPoint"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Travessias de Pedestres<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Blog Ecopontes&nbsp; |&nbsp; S\u00e9rie Pontes Mistas&nbsp; |&nbsp; Artigo n\u00ba 27&nbsp; |&nbsp; 20 de agosto de 2026<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">Passarelas que falham sem matar<\/h1>\n\n\n\n<p><em>Robustez, v\u00ednculo, monolitismo integral e gabarito nas travessias de pedestres que as concession\u00e1rias construir\u00e3o nos pr\u00f3ximos anos.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Na manh\u00e3 de ter\u00e7a-feira, 18 de agosto, uma passarela de pedestres sobre a Rodovia Fern\u00e3o Dias (BR-381), em Vargem, no interior de S\u00e3o Paulo, foi atingida por um caminh\u00e3o que trafegava acima do gabarito permitido e desabou sobre a pista. Duas pessoas morreram e uma terceira ficou ferida em estado grave. E \u00e9 aqui que o engenheiro precisa deter o olhar: as v\u00edtimas fatais n\u00e3o estavam no caminh\u00e3o, nem sobre a passarela. Estavam num ve\u00edculo que passava no sentido contr\u00e1rio, e foram atingidas pela estrutura caindo. N\u00e3o foi o choque que matou. Foi o modo de colapso.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa distin\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 ret\u00f3rica. Ela define todo o problema de engenharia e, com ele, a resposta t\u00e9cnica que este texto se prop\u00f5e a dar.<\/p>\n\n\n\n<p>Registramos o fato com sobriedade e solidariedade \u00e0s fam\u00edlias. N\u00e3o h\u00e1 aqui ju\u00edzo sobre projetos, gestores ou condutores: as causas ser\u00e3o apuradas pelos \u00f3rg\u00e3os competentes, e a presun\u00e7\u00e3o de boa-f\u00e9 t\u00e9cnica deve ser preservada at\u00e9 a per\u00edcia. O que se pode e se deve discutir desde j\u00e1 \u00e9 o conceito: por que uma travessia sobre rodovia deve ser projetada para falhar sem matar, e como isso se faz.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A demanda que se aproxima<\/h2>\n\n\n\n<p>O tema deixou de ser acad\u00eamico. Os novos Programas de Explora\u00e7\u00e3o Rodovi\u00e1ria (PER), que formam o n\u00facleo t\u00e9cnico dos contratos de concess\u00e3o, imp\u00f5em \u00e0s concession\u00e1rias a constru\u00e7\u00e3o de passarelas de pedestres como obriga\u00e7\u00e3o contratual. Com a atual leva de concess\u00f5es federais e estaduais, falamos de centenas de novas travessias a serem erguidas sobre pistas de alta velocidade nos pr\u00f3ximos anos. Na nossa leitura de mercado, mais de meio milhar somando os contratos em curso.<\/p>\n\n\n\n<p>Cada uma dessas passarelas \u00e9, potencialmente, um evento como o de ter\u00e7a-feira, ou a sua preven\u00e7\u00e3o. A escala transforma uma escolha de detalhe estrutural numa quest\u00e3o de sa\u00fade p\u00fablica vi\u00e1ria. \u00c9 exatamente o momento de fazer certo, e n\u00e3o de repetir em s\u00e9rie a concep\u00e7\u00e3o que vem falhando.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O problema n\u00e3o \u00e9 resistir ao impacto. \u00c9 controlar a queda.<\/h2>\n\n\n\n<p>Conv\u00e9m dizer com honestidade, porque \u00e9 o ponto que sustenta tudo o que segue: nenhuma passarela \u00e9 economicamente dimensionada para resistir intacta ao golpe de uma ca\u00e7amba erguida em velocidade de rodovia. A energia envolvida excede qualquer carga de colis\u00e3o razo\u00e1vel de projeto. Quem prometer indestrutibilidade est\u00e1 vendendo o que a engenharia n\u00e3o entrega.<\/p>\n\n\n\n<p>O objetivo correto \u00e9 outro, e \u00e9 ating\u00edvel: que o impacto, quando ocorrer, porque ocorrer\u00e1, se resolva em dano estrutural e interdi\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o em tabuleiro sobre o tr\u00e2nsito. Isso tem nome na normativa internacional de a\u00e7\u00f5es acidentais e robustez, nas EN 1990 e EN 1991-1-7 e, nos Estados Unidos, nas disposi\u00e7\u00f5es de vehicular collision e over-height impact da AASHTO LRFD: projeta-se a estrutura para que a perda localizada de um elemento ou apoio n\u00e3o desencadeie colapso progressivo. Caminho alternativo de carga, elementos-chave e amarra\u00e7\u00e3o s\u00e3o os instrumentos. \u00c9 a diferen\u00e7a entre uma pe\u00e7a que se deforma e se segura e uma pe\u00e7a que se solta e cai.<\/p>\n\n\n\n<p>A pr\u00e1tica brasileira ainda trata o choque de ve\u00edculos em obras de arte especiais de forma t\u00edmida, e a passarela, leve, esbelta e muitas vezes simplesmente apoiada, \u00e9 o elo mais fr\u00e1gil dessa lacuna. Corrigi-la n\u00e3o custa caro. Custa inten\u00e7\u00e3o de projeto.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Por que a solu\u00e7\u00e3o met\u00e1lica e mista ajuda<\/h2>\n\n\n\n<p>A escolha do material n\u00e3o \u00e9 um detalhe de gosto: ela governa o comportamento p\u00f3s-impacto, que \u00e9 o que mata ou poupa. E a estrutura met\u00e1lica tem, antes mesmo de qualquer dano, uma linha de defesa que o concreto maci\u00e7o n\u00e3o oferece. Ela cede, flexiona e absorve o golpe elasticamente antes de colapsar.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Elasticidade e flexibilidade. <\/strong>Golpeada, a estrutura met\u00e1lica deflete e armazena parte da energia do impacto em deforma\u00e7\u00e3o el\u00e1stica, devolvendo-a em seguida, como o galho que verga e volta. Essa fase el\u00e1stica \u00e9 tempo e \u00e9 folga: a pe\u00e7a oscila, avisa e resiste antes mesmo de entrar em regime de dano. \u00c9 o oposto do concreto fr\u00e1gil, que acumula esfor\u00e7o sem aviso e rompe de uma vez.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ductilidade. <\/strong>Ultrapassado o limite el\u00e1stico, o a\u00e7o ainda absorve energia deformando-se plasticamente, ou seja, dobra antes de romper. Um v\u00e3o met\u00e1lico golpeado tende a amassar e dissipar, n\u00e3o a estilha\u00e7ar.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Integridade da pe\u00e7a. <\/strong>A estrutura met\u00e1lica, soldada e aparafusada como um todo cont\u00ednuo, tende a permanecer conectada mesmo quando avariada, em vez de fragmentar-se em blocos que despencam.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Massa. <\/strong>Para o mesmo v\u00e3o, o tabuleiro met\u00e1lico ou misto pesa uma fra\u00e7\u00e3o do pr\u00e9-moldado maci\u00e7o. Quando a pe\u00e7a \u00e9 lan\u00e7ada sobre a pista, \u00e9 a massa que fere. Menos massa, menos letalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>A ressalva honesta, que fazemos por \u00e9tica profissional e porque fortalece o argumento, \u00e9 que a mesma leveza que reduz a letalidade tamb\u00e9m facilita que o v\u00e3o seja empurrado para fora do apoio. O material, sozinho, n\u00e3o resolve. Ele prepara o terreno para a solu\u00e7\u00e3o que de fato decide o desfecho: o v\u00ednculo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O verdadeiro divisor de \u00e1guas: como a travessia \u00e9 fixada<\/h2>\n\n\n\n<p>O modo de falha da passarela brasileira t\u00edpica costuma estar num \u00fanico detalhe: o v\u00e3o apenas repousa sobre os aparelhos de apoio, sem v\u00ednculo positivo \u00e0 infraestrutura. Um empurr\u00e3o lateral ou ascendente, a ca\u00e7amba, o excesso de gabarito, levanta a pe\u00e7a, tira-a do ber\u00e7o, e ela cai. N\u00e3o houve ruptura de material. Houve desassentamento. A estrutura estava \u00edntegra quando come\u00e7ou a cair.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma concep\u00e7\u00e3o que trata o impacto de sobrealtura como a\u00e7\u00e3o acidental previs\u00edvel, porque \u00e9 recorrente no pa\u00eds e n\u00e3o excepcional, aplica robustez em vez de esperan\u00e7a:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>1. <\/strong>V\u00ednculo positivo do tabuleiro \u00e0 infraestrutura, com chumbadores, dispositivos de reten\u00e7\u00e3o e conten\u00e7\u00f5es laterais, de modo que, mesmo golpeado, o v\u00e3o n\u00e3o se desprenda e n\u00e3o caia sobre a pista.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2. <\/strong>Continuidade sobre os apoios, em lugar de v\u00e3os simplesmente apoiados e encaixados, conferindo comportamento de pe\u00e7a \u00fanica e caminho alternativo de carga.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>3. <\/strong>Detalhes capazes de segurar a estrutura mesmo com a perda do apoio, o conceito fail-safe, an\u00e1logo aos dispositivos de conten\u00e7\u00e3o s\u00edsmica, para que a perda de um apoio signifique deforma\u00e7\u00e3o e suspens\u00e3o, e n\u00e3o desabamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Nenhum desses itens \u00e9 ex\u00f3tico ou custoso. S\u00e3o detalhes de projeto e de liga\u00e7\u00e3o, precisamente onde a solu\u00e7\u00e3o met\u00e1lica e mista se sente em casa, porque suas liga\u00e7\u00f5es s\u00e3o projet\u00e1veis, ensai\u00e1veis e ancor\u00e1veis de forma direta.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Da fixa\u00e7\u00e3o ao monolitismo: o conceito de ponte integral<\/h2>\n\n\n\n<p>H\u00e1 um passo al\u00e9m do v\u00ednculo positivo, e ele resolve o problema pela raiz. Se o que derruba a passarela \u00e9 o deslocamento do v\u00e3o sobre o aparelho de apoio, a solu\u00e7\u00e3o mais radical \u00e9 simples: eliminar o aparelho de apoio. \u00c9 o conceito de ponte integral, a estrutura engastada nos encontros e nos pilares, monol\u00edtica, sem juntas, que o acervo norte-americano da FHWA e da AASHTO desenvolveu e comprovou em obras sem juntas que ultrapassam tr\u00eas centenas de metros de comprimento cont\u00ednuo, e que estudos de mestrado no Brasil j\u00e1 consolidaram tecnicamente. Num p\u00f3rtico integral n\u00e3o existe ber\u00e7o de onde a pe\u00e7a possa ser expulsa: o impacto deixa de ser um empurr\u00e3o que desassenta e passa a ser uma for\u00e7a que o quadro absorve por a\u00e7\u00e3o de p\u00f3rtico. Elimina-se o mecanismo de colapso, e n\u00e3o apenas se atenua a consequ\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>E aqui est\u00e1 o argumento que desarma boa parte da hesita\u00e7\u00e3o: quase toda a dificuldade da grande ponte integral desaparece na escala da passarela. O que torna a obra longa sem juntas um desafio \u00e9 o movimento t\u00e9rmico acumulado e o empuxo passivo c\u00edclico atr\u00e1s dos encontros, a intera\u00e7\u00e3o solo-estrutura que assusta na estrutura de centenas de metros. Num v\u00e3o de passarela de 20 a 40 metros, a dilata\u00e7\u00e3o \u00e9 pequena e facilmente acomodada, e a carga \u00e9 leve, a multid\u00e3o da NBR 7188 e n\u00e3o o trem-tipo rodovi\u00e1rio. A passarela re\u00fane as vantagens do conceito integral com quase nenhuma de suas penalidades: \u00e9 o caso f\u00e1cil dessa concep\u00e7\u00e3o, n\u00e3o o dif\u00edcil.<\/p>\n\n\n\n<p>No p\u00f3rtico hiperest\u00e1tico, o pilar deixa de ser pe\u00e7a de compress\u00e3o pura e passa a trabalhar como beam-column: dimensiona-se \u00e0 flexo-compress\u00e3o, com o esfor\u00e7o normal combinado \u00e0 flex\u00e3o vinda do quadro, da excentricidade da carga m\u00f3vel, do vento, dos esfor\u00e7os t\u00e9rmicos e, sobretudo, da a\u00e7\u00e3o acidental de impacto, com verifica\u00e7\u00e3o de esbeltez e de efeitos de segunda ordem, pela NBR 6118 no concreto e pelas NBR 8800 e NBR 16694 no a\u00e7o. Nada disso \u00e9 ex\u00f3tico: a norma j\u00e1 traz todas as ferramentas. A liberdade de projeto est\u00e1 justamente em poder robustecer o pilar para absorver o impacto cr\u00edvel e permanecer de p\u00e9, convertendo tabuleiro sobre a pista em p\u00f3rtico avariado que se segura.<\/p>\n\n\n\n<p>A honestidade t\u00e9cnica exige nomear onde a cautela dos colegas tem fundamento leg\u00edtimo, e n\u00e3o conv\u00e9m trat\u00e1-la como mero conservadorismo:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Recalque diferencial. <\/strong>Sendo hiperest\u00e1tico, o p\u00f3rtico \u00e9 sens\u00edvel a recalques entre apoios. Numa funda\u00e7\u00e3o bem investigada isso \u00e9 gerenci\u00e1vel, mas \u00e9 o ponto que merece aten\u00e7\u00e3o real de projeto, muito mais do que os fantasmas do t\u00e9rmico nessa escala.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Esfor\u00e7os impostos. <\/strong>T\u00e9rmico, retra\u00e7\u00e3o e flu\u00eancia ficam presos no quadro. S\u00e3o pequenos na passarela curta, mas entram no c\u00e1lculo e n\u00e3o se ignoram.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O detalhe da liga\u00e7\u00e3o. <\/strong>O engastamento entre tabuleiro e pilar \u00e9 onde a execu\u00e7\u00e3o decide tudo, e \u00e9 mais um terreno em que o a\u00e7o e o misto jogam em casa: a liga\u00e7\u00e3o de momento soldada ou parafusada \u00e9 o feij\u00e3o com arroz da estrutura met\u00e1lica, control\u00e1vel em f\u00e1brica, muito mais do que um n\u00f3 monol\u00edtico de concreto moldado em campo.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto \u00e0 resist\u00eancia de parte dos projetistas brasileiros a essa concep\u00e7\u00e3o, ela n\u00e3o nasce de teimosia, e sim de uma cultura consolidada de v\u00e3o isost\u00e1tico pr\u00e9-moldado, determinado e tolerante a recalque, somada a uma norma nacional que d\u00e1 pouca receita para o integral, ao contr\u00e1rio do farto acervo da AASHTO e da FHWA. O caminho para evoluir o debate n\u00e3o \u00e9 o confronto: \u00e9 oferecer a vers\u00e3o que a pr\u00f3pria norma j\u00e1 sustenta e que dispensa a parte assustadora. E, para quem precisa de um degrau intermedi\u00e1rio, existe a solu\u00e7\u00e3o semi-integral, que elimina a junta mantendo alguma flexibilidade nos apoios, capaz de vencer a obje\u00e7\u00e3o sem exigir o salto conceitual completo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A defesa mais barata que existe: proteger a montante<\/h2>\n\n\n\n<p>Antes mesmo da estrutura h\u00e1 a prote\u00e7\u00e3o operacional, e ela \u00e9 imbat\u00edvel em custo-benef\u00edcio: o p\u00f3rtico sacrificial de gabarito, a viga de advert\u00eancia instalada a montante da travessia, dimensionada para receber o toque do ve\u00edculo alto antes da estrutura real. Some-se a isso a detec\u00e7\u00e3o de sobrealtura com sinaliza\u00e7\u00e3o ativa. \u00c9 a barreira que converte ca\u00e7amba contra a passarela em ca\u00e7amba contra um perfil sacrificial substitu\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>Defesa em profundidade: prote\u00e7\u00e3o a montante, que evita o impacto na estrutura; v\u00ednculo e robustez, que cont\u00eam as consequ\u00eancias caso o impacto ocorra; e material d\u00factil e leve, que reduz a letalidade do que eventualmente cair. Tr\u00eas camadas, e n\u00e3o uma aposta \u00fanica.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Esclarecimentos \u00e0s concession\u00e1rias<\/h2>\n\n\n\n<p>Antecipando as perguntas que nos chegar\u00e3o diante da obriga\u00e7\u00e3o contratual de construir passarelas em s\u00e9rie:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A passarela met\u00e1lica n\u00e3o sai mais cara?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na compara\u00e7\u00e3o de aquisi\u00e7\u00e3o pontual, os valores se aproximam quando se inclui a funda\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que a leveza reduz cargas e, portanto, blocos e estacas, e quando se inclui o prazo de montagem. No custo de ciclo de vida, considerando inspecionabilidade, manuten\u00e7\u00e3o e sobretudo o risco assumido de uma queda fatal sobre a pista sob concess\u00e3o, a conta muda de figura. Robustez \u00e9 barata comparada a uma interdi\u00e7\u00e3o total e \u00e0 responsabilidade por v\u00edtimas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>E a durabilidade e a manuten\u00e7\u00e3o do a\u00e7o?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Sistema de pintura e detalhamento adequados entregam vida \u00fatil compat\u00edvel com o horizonte da concess\u00e3o, com a vantagem de que a estrutura met\u00e1lica \u00e9 inspecion\u00e1vel e repar\u00e1vel elemento a elemento, e n\u00e3o uma caixa-preta de concreto onde a fissura s\u00f3 aparece tarde.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O que a norma exige quanto a impacto?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A normativa brasileira ainda \u00e9 lac\u00f4nica sobre choque de ve\u00edculos em passarelas. Recomendamos tratar o impacto de sobrealtura como a\u00e7\u00e3o acidental de projeto, na linha das a\u00e7\u00f5es acidentais e da robustez consagradas internacionalmente pela EN 1991-1-7 e pela AASHTO LRFD, classificando a travessia sobre rodovia de alta velocidade na classe de consequ\u00eancia que ela de fato tem.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>D\u00e1 para padronizar e montar r\u00e1pido?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Sim, e \u00e9 justamente onde a solu\u00e7\u00e3o met\u00e1lica e mista se destaca na escala de centenas de unidades: pr\u00e9-fabrica\u00e7\u00e3o em ambiente controlado, montagem r\u00e1pida com m\u00ednima interfer\u00eancia no tr\u00e1fego, e um mesmo detalhe de v\u00ednculo e de prote\u00e7\u00e3o replic\u00e1vel com seguran\u00e7a em toda a malha.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A concep\u00e7\u00e3o integral, sem juntas, n\u00e3o \u00e9 arriscada demais?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na grande ponte, exige estudo cuidadoso de intera\u00e7\u00e3o solo-estrutura. Na passarela curta, n\u00e3o. Os movimentos t\u00e9rmicos s\u00e3o pequenos, a carga \u00e9 leve e o ganho \u00e9 grande: sem junta n\u00e3o h\u00e1 vazamento nem aparelho de apoio a deteriorar ou a ser desassentado por impacto. Para os mais cautelosos, a variante semi-integral entrega a maior parte do benef\u00edcio com transi\u00e7\u00e3o suave. \u00c9 concep\u00e7\u00e3o madura, com acervo internacional e respaldo normativo nacional para os esfor\u00e7os envolvidos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Palavra final<\/h2>\n\n\n\n<p>Reafirmando o compromisso \u00e9tico da s\u00e9rie: este texto n\u00e3o acusa projeto, empresa ou pessoa alguma. Critica uma cultura construtiva que ainda assenta travessias sem amarr\u00e1-las e que trata como fatalidade um modo de falha conhecido e preven\u00edvel. A per\u00edcia dir\u00e1 o que ocorreu naquela estrutura espec\u00edfica. O conceito, por\u00e9m, independe do laudo.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma passarela met\u00e1lica, que flexiona e absorve o golpe antes de colapsar, concebida como p\u00f3rtico integral, sem aparelho de apoio a ser desassentado, e protegida por um p\u00f3rtico sacrificial de gabarito, tem a chance de transformar um impacto desses num acidente com dano material e via interditada. \u00c9 a soma de duas propriedades que o concreto isost\u00e1tico n\u00e3o oferece: a elasticidade do a\u00e7o, que ganha tempo antes da ruptura, e o monolitismo integral, que suprime o pr\u00f3prio mecanismo da queda.<\/p>\n\n\n\n<p>Falhar sem matar n\u00e3o \u00e9 um ideal inalcan\u00e7\u00e1vel. \u00c9 uma decis\u00e3o de projeto, e ela cabe, agora, \u00e0s m\u00e3os de quem construir\u00e1 as pr\u00f3ximas centenas de travessias sobre as rodovias do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>A Ecopontes se coloca \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o para esse di\u00e1logo t\u00e9cnico.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Sobre a Ecopontes<\/h2>\n\n\n\n<p>A Ecopontes fabrica pontes met\u00e1licas e mistas em Presidente Prudente (SP), com estruturas entregues em mais de 20 estados e frota pr\u00f3pria para atender inclusive as regi\u00f5es mais remotas do pa\u00eds. Toda estrutura sai acompanhada de projeto estrutural, mem\u00f3ria de c\u00e1lculo, classe de carga declarada e garantia por escrito, com respons\u00e1vel t\u00e9cnico identificado. Para falar com a nossa equipe: (18) 99821-6674 ou ecopontes.com.br.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"90\" height=\"90\" src=\"blob:https:\/\/www.ecopontes.com.br\/1e0358ad-f830-4b79-b73b-5b030a4e3160\"><\/td><td><strong>Prof. Me. Eng. Fernando C\u00e9sar H\u00fangaro<\/strong> Diretor \u00b7 Respons\u00e1vel t\u00e9cnico \u00b7 Ecopontes<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Travessias de Pedestres Blog Ecopontes&nbsp; |&nbsp; S\u00e9rie Pontes Mistas&nbsp; |&nbsp; Artigo n\u00ba 27&nbsp; |&nbsp; 20 de agosto de 2026 Passarelas que falham sem matar Robustez, v\u00ednculo, monolitismo integral e gabarito nas travessias de pedestres que as concession\u00e1rias construir\u00e3o nos pr\u00f3ximos anos. Na manh\u00e3 de ter\u00e7a-feira, 18 de agosto, uma passarela de pedestres sobre a Rodovia [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ecopontes.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2025"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ecopontes.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ecopontes.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ecopontes.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ecopontes.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2025"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.ecopontes.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2025\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2026,"href":"https:\/\/www.ecopontes.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2025\/revisions\/2026"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ecopontes.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2025"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ecopontes.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2025"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ecopontes.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2025"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}