{"id":1958,"date":"2026-08-01T09:33:35","date_gmt":"2026-08-01T12:33:35","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ecopontes.com.br\/blog\/?p=1958"},"modified":"2026-08-01T09:45:06","modified_gmt":"2026-08-01T12:45:06","slug":"do-relatorio-de-sondagem-ao-projeto-de-fundacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ecopontes.com.br\/blog\/do-relatorio-de-sondagem-ao-projeto-de-fundacao\/","title":{"rendered":"Do relat\u00f3rio de sondagem ao projeto de funda\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><\/h1>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color\" style=\"color:#2a765a\"><em>Blog Ecopontes&nbsp;&nbsp;|&nbsp;&nbsp;S\u00e9rie Pontes Mistas&nbsp;&nbsp;|&nbsp;&nbsp;A<\/em>utor: <strong>Eng. Fabr\u00edcio Ripari<\/strong> &#8211; Engenheiro Civil e de Seguran\u00e7a do Trabalho \u00b7 Coordenador de Obras \u00b7 Ecopontes<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0 primeira vista, um relat\u00f3rio de sondagem pode parecer apenas uma sequ\u00eancia de n\u00fameros, faixas de solo, s\u00edmbolos e profundidades. Para o projetista de funda\u00e7\u00f5es, por\u00e9m, cada linha representa uma parte do terreno que receber\u00e1 as cargas da estrutura. O trabalho de engenharia come\u00e7a justamente a\u00ed: transformar esse &#8220;retrato vertical&#8221; do subsolo em uma solu\u00e7\u00e3o segura, execut\u00e1vel e economicamente adequada.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A funda\u00e7\u00e3o \u00e9 a liga\u00e7\u00e3o entre a estrutura e o terreno<\/h2>\n\n\n\n<p>A funda\u00e7\u00e3o \u00e9 a parte da obra respons\u00e1vel por receber os esfor\u00e7os da estrutura e transmiti-los ao solo ou \u00e0 rocha sem provocar ruptura, recalques incompat\u00edveis ou deforma\u00e7\u00f5es que prejudiquem o funcionamento da constru\u00e7\u00e3o. Embora permane\u00e7a quase sempre escondida depois da obra conclu\u00edda, ela condiciona a estabilidade de tudo o que fica acima dela.<\/p>\n\n\n\n<p>De forma simplificada, as funda\u00e7\u00f5es podem ser reunidas em duas grandes fam\u00edlias. As funda\u00e7\u00f5es superficiais, como sapatas, blocos e radiers, transferem as cargas principalmente pela base e s\u00e3o utilizadas quando h\u00e1 camadas competentes pr\u00f3ximas da superf\u00edcie. As funda\u00e7\u00f5es profundas, como estacas e tubul\u00f5es, alcan\u00e7am maiores profundidades e mobilizam a resist\u00eancia do terreno pela ponta, pelo contato lateral ao longo do fuste ou pela combina\u00e7\u00e3o dessas duas parcelas.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa classifica\u00e7\u00e3o, por si s\u00f3, ainda n\u00e3o define a solu\u00e7\u00e3o. O projetista precisa compatibilizar as cargas da estrutura, o perfil geot\u00e9cnico, o n\u00edvel d\u2019\u00e1gua, as condi\u00e7\u00f5es de acesso, os equipamentos dispon\u00edveis, as interfer\u00eancias no entorno, os efeitos executivos e o custo global da obra. Em pontes, acrescentam-se fatores como eros\u00e3o do leito, varia\u00e7\u00e3o do n\u00edvel do curso d\u2019\u00e1gua, a\u00e7\u00f5es horizontais e a posi\u00e7\u00e3o espec\u00edfica de cada apoio.<\/p>\n\n\n\n<p>Em termos simples: o relat\u00f3rio de sondagem n\u00e3o escolhe sozinho a funda\u00e7\u00e3o, ele fornece os dados do terreno. A decis\u00e3o surge da combina\u00e7\u00e3o desses dados com as cargas, a geometria da obra e as condi\u00e7\u00f5es de execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que o relat\u00f3rio SPT realmente mostra<\/h2>\n\n\n\n<p>A sondagem de simples reconhecimento com SPT, o Standard Penetration Test, \u00e9 a investiga\u00e7\u00e3o geot\u00e9cnica mais difundida no Brasil. Em cada metro de avan\u00e7o, o ensaio registra a resist\u00eancia oferecida pelo terreno \u00e0 crava\u00e7\u00e3o de um amostrador-padr\u00e3o. O \u00edndice N-SPT corresponde ao n\u00famero de golpes necess\u00e1rios para cravar os 30 cent\u00edmetros finais, depois de uma penetra\u00e7\u00e3o inicial de 15 cent\u00edmetros.<\/p>\n\n\n\n<p>No boletim, o projetista encontra a descri\u00e7\u00e3o das camadas atravessadas (areia, silte, argila e suas combina\u00e7\u00f5es), a profundidade em que cada material aparece, os valores de N-SPT ao longo do furo, as amostras recuperadas, a posi\u00e7\u00e3o do n\u00edvel d\u2019\u00e1gua e as ocorr\u00eancias que levaram ao encerramento da sondagem. O desenho que acompanha esses dados n\u00e3o \u00e9 apenas um &#8220;gr\u00e1fico&#8221;: \u00e9 um perfil estratigr\u00e1fico do subsolo.<\/p>\n\n\n\n<p>Um valor elevado de N-SPT indica, em geral, maior resist\u00eancia \u00e0 penetra\u00e7\u00e3o, e um valor baixo indica material menos resistente ou mais deform\u00e1vel. Entretanto, o mesmo n\u00famero n\u00e3o possui significado id\u00eantico em todos os solos. Uma areia e uma argila com valores semelhantes podem apresentar comportamentos diferentes. Por isso, a leitura deve considerar simultaneamente a classifica\u00e7\u00e3o da camada, sua espessura, a sequ\u00eancia do perfil e as condi\u00e7\u00f5es de \u00e1gua.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 importante observar a distribui\u00e7\u00e3o espacial das sondagens. Em uma ponte, o solo encontrado em uma margem pode ser diferente daquele existente no centro do canal ou na margem oposta. Por essa raz\u00e3o, o programa de investiga\u00e7\u00e3o deve representar adequadamente os locais dos encontros e pilares, podendo exigir sondagens pr\u00f3ximas a cada apoio e ensaios complementares quando o terreno for muito vari\u00e1vel, houver rocha, solos moles, camadas compress\u00edveis ou condi\u00e7\u00f5es hidr\u00e1ulicas relevantes.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"768\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.ecopontes.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-768x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1959\" srcset=\"https:\/\/www.ecopontes.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-768x1024.jpeg 768w, https:\/\/www.ecopontes.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-225x300.jpeg 225w, https:\/\/www.ecopontes.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-1152x1536.jpeg 1152w, https:\/\/www.ecopontes.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image.jpeg 1200w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><em>Ensaio de sondagem \u00e0 percuss\u00e3o (SPT) em campo: \u00e9 daqui que sai o N-SPT que alimenta o projeto.<\/em><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">As normas que orientam a investiga\u00e7\u00e3o e o projeto<\/h2>\n\n\n\n<p>A ABNT NBR 6484:2020 estabelece o procedimento para a execu\u00e7\u00e3o da sondagem de simples reconhecimento com SPT, incluindo equipamentos, sistemas manual e mecanizado, registros de campo e conte\u00fado do relat\u00f3rio definitivo. \u00c9 ela que padroniza a obten\u00e7\u00e3o do N-SPT, permitindo que o resultado seja interpretado de forma tecnicamente consistente.<\/p>\n\n\n\n<p>A ABNT NBR 6122:2022, por sua vez, estabelece os requisitos para o projeto e a execu\u00e7\u00e3o de funda\u00e7\u00f5es. A norma trata da investiga\u00e7\u00e3o geot\u00e9cnica, das verifica\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a, dos tipos de funda\u00e7\u00e3o, do controle executivo e dos ensaios necess\u00e1rios para confirmar o desempenho. A ABNT NBR 6502:2022 uniformiza a terminologia de solos e rochas. Para funda\u00e7\u00f5es de edif\u00edcios, a ABNT NBR 8036 orienta a programa\u00e7\u00e3o das sondagens. Em obras de arte especiais, o plano de investiga\u00e7\u00e3o deve ser adaptado \u00e0 geometria da travessia e \u00e0 posi\u00e7\u00e3o dos apoios.<\/p>\n\n\n\n<p>As normas formam o ponto de partida, mas n\u00e3o substituem o julgamento do engenheiro. Quando o SPT n\u00e3o fornece todas as respostas, podem ser necess\u00e1rios ensaios como CPT\/CPTu, SPT com medida de torque, sondagem rotativa, ensaios de laborat\u00f3rio, provas de carga ou investiga\u00e7\u00f5es geof\u00edsicas, conforme a complexidade do terreno e da obra.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como os n\u00fameros viram capacidade de carga<\/h2>\n\n\n\n<p>Depois de interpretar o perfil do solo, o projetista testa alternativas. Para uma estaca, por exemplo, s\u00e3o definidos preliminarmente o tipo executivo, a se\u00e7\u00e3o e a cota de ponta. Em seguida, estima-se quanto aquele elemento consegue resistir geotecnicamente. O racioc\u00ednio b\u00e1sico pode ser resumido pela soma de duas contribui\u00e7\u00f5es: a resist\u00eancia de ponta e a resist\u00eancia lateral.<\/p>\n\n\n\n<p>A resist\u00eancia de ponta depende da camada situada na regi\u00e3o da base e da \u00e1rea da ponta. A resist\u00eancia lateral resulta da soma da contribui\u00e7\u00e3o das camadas em contato com o fuste, considerando o per\u00edmetro da estaca e o comprimento atravessado em cada material. Assim, os valores do SPT deixam de ser apenas uma coluna de golpes e passam a alimentar correla\u00e7\u00f5es que estimam tens\u00f5es resistentes ao longo da profundidade.<\/p>\n\n\n\n<p>O resultado obtido ainda passa pelos crit\u00e9rios de seguran\u00e7a previstos no m\u00e9todo de c\u00e1lculo e na norma, originando a resist\u00eancia geot\u00e9cnica de projeto ou a carga admiss\u00edvel, conforme a abordagem adotada. Depois, esse valor \u00e9 comparado com a capacidade estrutural da pr\u00f3pria estaca e com as solicita\u00e7\u00f5es transmitidas pelo apoio.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"768\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.ecopontes.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-1-768x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1960\" srcset=\"https:\/\/www.ecopontes.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-1-768x1024.jpeg 768w, https:\/\/www.ecopontes.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-1-225x300.jpeg 225w, https:\/\/www.ecopontes.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-1-1152x1536.jpeg 1152w, https:\/\/www.ecopontes.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-1.jpeg 1200w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><em>Amostra recuperada pelo amostrador-padr\u00e3o: a classifica\u00e7\u00e3o da camada vale tanto quanto o n\u00famero de golpes.<\/em><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Os principais m\u00e9todos semiemp\u00edricos usados no Brasil<\/h2>\n\n\n\n<p>Os m\u00e9todos semiemp\u00edricos foram desenvolvidos pela compara\u00e7\u00e3o entre resultados de ensaios de campo e o comportamento real de estacas, observado principalmente em provas de carga. Eles utilizam correla\u00e7\u00f5es e coeficientes ajustados ao tipo de solo e ao processo executivo. Por isso, m\u00e9todos diferentes podem produzir resultados diferentes para a mesma sondagem, e essa diferen\u00e7a faz parte da an\u00e1lise, n\u00e3o representa necessariamente um erro. Os principais s\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<ul>\n<li class=\"has-medium-font-size\">Aoki e Velloso<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-medium-font-size\">D\u00e9court e Quaresma<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-medium-font-size\">Pedro Paulo Velloso<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-medium-font-size\">Alberto Henriques Teixeira<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-medium-font-size\">Urbano Rodriguez Alonso<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>O projetista n\u00e3o deve escolher automaticamente o m\u00e9todo que fornece a maior capacidade. O resultado precisa ser compat\u00edvel com o tipo de estaca, o solo, a experi\u00eancia regional, os limites da formula\u00e7\u00e3o e os ensaios de confirma\u00e7\u00e3o previstos para a obra.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Do c\u00e1lculo de uma estaca ao projeto da funda\u00e7\u00e3o da ponte<\/h2>\n\n\n\n<p>Em uma obra de arte especial, o processo come\u00e7a no modelo estrutural. O c\u00e1lculo da ponte fornece, para cada encontro ou pilar, as rea\u00e7\u00f5es verticais, os esfor\u00e7os horizontais e os momentos resultantes do peso pr\u00f3prio, do tr\u00e1fego, da frenagem, do vento, da temperatura e de outras a\u00e7\u00f5es previstas no projeto. Esses esfor\u00e7os s\u00e3o a &#8220;demanda&#8221; que a funda\u00e7\u00e3o precisa atender.<\/p>\n\n\n\n<p>Na sequ\u00eancia, o projetista cruza essa demanda com o modelo geot\u00e9cnico obtido das sondagens. A partir da\u00ed, o caminho de decis\u00e3o costuma seguir seis etapas:<\/p>\n\n\n\n<ul>\n<li class=\"has-medium-font-size\">Interpretar o subsolo: organizar as camadas, os valores de N-SPT, o n\u00edvel d\u2019\u00e1gua, a presen\u00e7a de rocha e as diferen\u00e7as entre os pontos investigados.<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-medium-font-size\">Definir alternativas execut\u00e1veis: comparar funda\u00e7\u00e3o superficial, estacas cravadas, escavadas, h\u00e9lice cont\u00ednua, raiz, met\u00e1licas ou outras solu\u00e7\u00f5es compat\u00edveis com o local.<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-medium-font-size\">Estimar a resist\u00eancia: aplicar m\u00e9todos adequados ao tipo de estaca e ao ensaio dispon\u00edvel, calculando ponta e fuste em diferentes cotas.<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-medium-font-size\">Dimensionar o conjunto: definir se\u00e7\u00e3o, comprimento, n\u00famero de estacas, espa\u00e7amento, bloco de coroamento e liga\u00e7\u00e3o com o pilar ou encontro.<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-medium-font-size\">Verificar o comportamento: analisar recalques, efeito de grupo, a\u00e7\u00f5es horizontais, estabilidade, capacidade estrutural, durabilidade e efeitos de eros\u00e3o.<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-medium-font-size\">Confirmar em campo: planejar controle executivo, provas de carga est\u00e1ticas ou din\u00e2micas e crit\u00e9rios de aceita\u00e7\u00e3o durante a obra.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Em pontes, a leitura precisa incluir a \u00e1gua e a eros\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>Para funda\u00e7\u00f5es pr\u00f3ximas ou dentro de cursos d\u2019\u00e1gua, a cota atual do terreno n\u00e3o \u00e9 necessariamente a condi\u00e7\u00e3o mais desfavor\u00e1vel. A eros\u00e3o geral do leito, a eros\u00e3o localizada junto aos elementos e as altera\u00e7\u00f5es do fluxo podem remover parte do solo que contribu\u00eda para o confinamento e para a resist\u00eancia lateral. Por isso, a cota de eros\u00e3o prevista deve participar do modelo de c\u00e1lculo e da defini\u00e7\u00e3o do comprimento efetivo das funda\u00e7\u00f5es, na linha do que o estudo hidrol\u00f3gico define, como mostramos no artigo n\u00ba 13 desta s\u00e9rie.<\/p>\n\n\n\n<p>A escolha da superestrutura tamb\u00e9m influencia o problema. Uma ponte mais leve tende a transmitir menores rea\u00e7\u00f5es permanentes aos apoios, o que pode reduzir dimens\u00f5es, quantidades ou comprimentos de elementos de funda\u00e7\u00e3o, como vimos no artigo n\u00ba 15. Essa vantagem, contudo, precisa ser demonstrada no c\u00e1lculo integrado: a solu\u00e7\u00e3o mais econ\u00f4mica \u00e9 aquela que equilibra superestrutura, infraestrutura, execu\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o apenas o menor custo de um componente isolado.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"771\" src=\"https:\/\/www.ecopontes.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-2-1024x771.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1961\" srcset=\"https:\/\/www.ecopontes.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-2-1024x771.jpeg 1024w, https:\/\/www.ecopontes.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-2-300x226.jpeg 300w, https:\/\/www.ecopontes.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-2-768x578.jpeg 768w, https:\/\/www.ecopontes.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-2.jpeg 1500w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><em>Fileira de pilares dentro do curso d\u2019\u00e1gua: a cota de eros\u00e3o prevista participa do c\u00e1lculo do comprimento das funda\u00e7\u00f5es.<\/em><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Da folha de sondagem \u00e0 decis\u00e3o de engenharia<\/h2>\n\n\n\n<p>A transforma\u00e7\u00e3o do relat\u00f3rio em projeto n\u00e3o acontece por uma leitura autom\u00e1tica do maior valor de N-SPT nem pela simples identifica\u00e7\u00e3o de uma camada &#8220;dura&#8221;. O projetista constr\u00f3i um modelo do terreno, recebe as cargas da estrutura, compara alternativas, aplica m\u00e9todos compat\u00edveis, verifica seguran\u00e7a e deforma\u00e7\u00f5es e define como o desempenho ser\u00e1 confirmado durante a execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 assim que aquelas folhas de sondagem se transformam em di\u00e2metros, comprimentos, quantidades de estacas, cotas de apoio, blocos de coroamento e procedimentos de controle. Sondar antes de projetar n\u00e3o \u00e9 apenas cumprir uma etapa documental: \u00e9 substituir suposi\u00e7\u00f5es por informa\u00e7\u00e3o e permitir que a funda\u00e7\u00e3o seja dimensionada para o terreno que realmente existe.<\/p>\n\n\n\n<p>Conhecer o solo \u00e9 o primeiro passo. Transformar esse conhecimento em uma funda\u00e7\u00e3o segura \u00e9 o trabalho do projeto geot\u00e9cnico.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Sobre a Ecopontes<\/h2>\n\n\n\n<p>A Ecopontes fabrica pontes met\u00e1licas e mistas em Presidente Prudente (SP), com estruturas entregues em mais de 20 estados. Todo projeto \u00e9 dimensionado pela nossa equipe de engenharia considerando o terreno real de cada travessia, com a investiga\u00e7\u00e3o geot\u00e9cnica como dado de partida. Para falar com a nossa equipe: (18) 99821-6674 ou ecopontes.com.br.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"68\" height=\"68\" src=\"blob:https:\/\/www.ecopontes.com.br\/2246737f-3670-466a-9d15-7ae395bc9682\"><\/td><td><strong>Eng. Fabr\u00edcio Ripari:<\/strong> Engenheiro Civil e de Seguran\u00e7a do Trabalho \u00b7 Coordenador de Obras \u00b7 Ecopontes<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 primeira vista, um relat\u00f3rio de sondagem pode parecer apenas uma sequ\u00eancia de n\u00fameros, faixas de solo, s\u00edmbolos e profundidades. Para o projetista de funda\u00e7\u00f5es, por\u00e9m, cada linha representa uma parte do terreno que receber\u00e1 as cargas da estrutura. 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