{"id":1904,"date":"2026-07-13T16:51:28","date_gmt":"2026-07-13T19:51:28","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ecopontes.com.br\/blog\/?p=1904"},"modified":"2026-07-13T17:33:44","modified_gmt":"2026-07-13T20:33:44","slug":"a-ponte-que-nao-vira-entulho-carbono-cimento-e-a-licao-do-sr-hansen","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ecopontes.com.br\/blog\/a-ponte-que-nao-vira-entulho-carbono-cimento-e-a-licao-do-sr-hansen\/","title":{"rendered":"A ponte que n\u00e3o vira entulho: carbono, cimento e a li\u00e7\u00e3o do Sr. Hansen"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Blog Ecopontes&nbsp;&nbsp;|&nbsp;&nbsp;S\u00e9rie Pontes Mistas&nbsp;&nbsp;|&nbsp;&nbsp;Artigo n\u00ba&nbsp;<\/em>5<\/p>\n\n\n\n<p>Nos anos 1950, um empres\u00e1rio de Joinville chamado Jo\u00e3o Hansen J\u00fanior voltou de uma feira na Europa com uma ideia que quase ningu\u00e9m no Brasil levava a s\u00e9rio: substituir o tubo de ferro galvanizado pelo PVC r\u00edgido nas instala\u00e7\u00f5es hidr\u00e1ulicas. A resist\u00eancia foi dura e veio, sobretudo, dos engenheiros. Poucos acreditavam que pudesse existir algo melhor do que o ferro, que era o material conhecido, especificado e abonado pela norma e pelo h\u00e1bito. Hansen insistiu durante anos. Hoje nenhum profissional em s\u00e3 consci\u00eancia projeta uma instala\u00e7\u00e3o predial em a\u00e7o galvanizado, e a Tigre virou multinacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Conto essa hist\u00f3ria porque ela n\u00e3o trata de tubos, e sim da forma como uma matriz construtiva muda: nunca por decreto, sempre pela insist\u00eancia t\u00e9cnica de quem enxerga antes. Guardadas as devidas propor\u00e7\u00f5es, \u00e9 a mesma batalha que travamos hoje com as pontes mistas contra o reflexo do concreto. E h\u00e1 um argumento novo nessa disputa, um argumento que Hansen n\u00e3o tinha e que a nossa gera\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode ignorar: o carbono.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A conta que ningu\u00e9m colocava na planilha<\/h2>\n\n\n\n<p>A produ\u00e7\u00e3o de cimento responde por cerca de 7% de todas as emiss\u00f5es globais de CO\u2082, o triplo do que emite todo o tr\u00e1fego a\u00e9reo do planeta. Trata-se de uma das maiores fontes isoladas de carbono da atividade humana.<\/p>\n\n\n\n<p>E h\u00e1 um dado que muda a natureza do problema: cerca de 70% dessas emiss\u00f5es n\u00e3o v\u00eam da queima de combust\u00edvel no forno, mas da pr\u00f3pria rea\u00e7\u00e3o qu\u00edmica de calcina\u00e7\u00e3o do cl\u00ednquer. O calc\u00e1rio, ao ser transformado, libera CO\u2082 por defini\u00e7\u00e3o. N\u00e3o se trata, portanto, de uma quest\u00e3o de efici\u00eancia energ\u00e9tica que a tecnologia resolver\u00e1 sozinha, porque o carbono \u00e9 intr\u00ednseco ao material. Melhorar o forno ajuda muito, mas a \u00fanica tonelada de cimento que n\u00e3o emite \u00e9 a tonelada que n\u00e3o se usa.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Uma ressalva honesta sobre o cimento<\/h2>\n\n\n\n<p>Seria f\u00e1cil, e desonesto, parar por aqui e pintar o cimento como vil\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 o caso, e a ind\u00fastria brasileira merece o reconhecimento: no Brasil, o setor cimenteiro responde por cerca de 2,3% das emiss\u00f5es nacionais, aproximadamente um ter\u00e7o da m\u00e9dia mundial, e o pa\u00eds figura h\u00e1 d\u00e9cadas entre os que menos emitem CO\u2082 por tonelada de cimento produzida. \u00c9 um dos setores industriais mais eficientes que temos e vem investindo seriamente em coprocessamento e descarboniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Tampouco o a\u00e7o \u00e9 inocente: sua produ\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 intensiva em energia e emiss\u00f5es, e quem afirmar o contr\u00e1rio est\u00e1 fazendo propaganda em vez de informar.<\/p>\n\n\n\n<p>O argumento correto, portanto, n\u00e3o passa por eleger um vil\u00e3o. A pergunta que importa \u00e9 outra:&nbsp;<strong>para o mesmo desempenho estrutural, qual solu\u00e7\u00e3o consome menos massa, menos transporte e menos maquin\u00e1rio, e o que sobra dela no fim da vida?<\/strong>&nbsp;\u00c9 a\u00ed que a ponte mista se destaca.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Menos massa, menos carbono: a cascata outra vez<\/h2>\n\n\n\n<p>Retomemos o n\u00famero do artigo n\u00ba 3, agora sob a lente ambiental. Para o mesmo v\u00e3o de 40 metros e o mesmo trem-tipo TT-45, a viga de concreto protendido pesa 120 toneladas e a viga met\u00e1lica, 18,5. Cada tonelada que deixa de ser erguida \u00e9 uma tonelada que n\u00e3o precisou ser produzida, transportada nem i\u00e7ada.<\/p>\n\n\n\n<p>A economia de carbono, portanto, n\u00e3o vem s\u00f3 do material, ela desce em cascata: menos concreto e menos cimento na superestrutura; menos caminh\u00f5es e menos quil\u00f4metros rodados com carga excepcional; guindastes menores e menos horas de m\u00e1quina a diesel; menos peso pr\u00f3prio sobre pilares, estacas e blocos e, por consequ\u00eancia, menos concreto tamb\u00e9m nas funda\u00e7\u00f5es; e um canteiro mais curto, com menos consumo, menos res\u00edduo e menos impacto sobre o entorno. A leveza estrutural acaba funcionando, na pr\u00e1tica, como uma decis\u00e3o ambiental.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A ponte que n\u00e3o vira entulho<\/h2>\n\n\n\n<p>Mas o argumento decisivo vem no fim da vida \u00fatil, o momento em que quase ningu\u00e9m pensa quando assina o projeto.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma ponte de concreto, ao ser desativada, vira entulho: \u00e9 preciso demolir, quebrar, transportar e aterrar. E todo o carbono investido nela se converte em passivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Com uma ponte met\u00e1lica o destino \u00e9 outro. O a\u00e7o \u00e9 integralmente recicl\u00e1vel, sem perda de propriedades: pode ser refundido e voltar \u00e0 cadeia produtiva como a\u00e7o novo quantas vezes for necess\u00e1rio. E, por ser uma estrutura aparafusada e modular, ela \u00e9 desmont\u00e1vel, podendo ser desmembrada, transportada e, em muitos casos, remontada em outro local para servir a outra comunidade. A ponte deixa de ser um bem que se consome e passa a ser um ativo que circula.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 exatamente isso que se chama economia circular. E h\u00e1 uma consequ\u00eancia pr\u00e1tica que nenhum gestor deveria ignorar:&nbsp;<strong>no fim da vida, a ponte de concreto \u00e9 uma despesa de demoli\u00e7\u00e3o; a ponte met\u00e1lica \u00e9 um ativo com valor residual.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">E a lei, mais uma vez, j\u00e1 est\u00e1 do nosso lado<\/h2>\n\n\n\n<p>No artigo anterior mostramos que o art. 34, \u00a71\u00ba da Lei n\u00ba 14.133\/2021 manda considerar, na defini\u00e7\u00e3o do menor disp\u00eandio, os custos indiretos vinculados ao ciclo de vida. Vale reler a lista que o legislador escreveu: manuten\u00e7\u00e3o, utiliza\u00e7\u00e3o, reposi\u00e7\u00e3o, deprecia\u00e7\u00e3o e, literalmente,&nbsp;<strong>impacto ambiental<\/strong>. O carbono, portanto, deixou de ser discurso de marketing verde e passou a ser crit\u00e9rio legal de julgamento, desde que objetivamente mensur\u00e1vel. E o art. 11, inciso I, j\u00e1 inscreve o ciclo de vida entre os pr\u00f3prios objetivos da licita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O instrumento existe. O que falta \u00e9 o gestor us\u00e1-lo, e o engenheiro entregar-lhe os n\u00fameros para que possa faz\u00ea-lo com seguran\u00e7a diante do Tribunal de Contas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Cem anos depois: a prova que est\u00e1 de p\u00e9<\/h2>\n\n\n\n<p>E o argumento n\u00e3o fica no papel: duas obras brasileiras o comprovam melhor do que qualquer estat\u00edstica, e ambas passaram pelas m\u00e3os da Ecopontes.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Aquidauana, no Mato Grosso do Sul, uma ponte de a\u00e7o centen\u00e1ria segue em servi\u00e7o. O trabalho ali n\u00e3o envolveu demoli\u00e7\u00e3o: trocamos o velho tabuleiro de madeira por um tabuleiro inteiramente met\u00e1lico, e o esqueleto original, com cem anos de rio, sol e carga, continua \u00edntegro. Em vez de substitu\u00edda, a ponte foi renovada.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"768\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.ecopontes.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-5-768x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1907\" srcset=\"https:\/\/www.ecopontes.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-5-768x1024.jpeg 768w, https:\/\/www.ecopontes.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-5-225x300.jpeg 225w, https:\/\/www.ecopontes.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-5.jpeg 960w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><em>Aquidauana (MS): o antigo tabuleiro de madeira sendo removido. A treli\u00e7a centen\u00e1ria, ao redor, permanece \u00edntegra.<\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/www.ecopontes.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-8-1024x576.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1910\" srcset=\"https:\/\/www.ecopontes.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-8-1024x576.jpeg 1024w, https:\/\/www.ecopontes.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-8-300x169.jpeg 300w, https:\/\/www.ecopontes.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-8-768x432.jpeg 768w, https:\/\/www.ecopontes.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-8-1536x864.jpeg 1536w, https:\/\/www.ecopontes.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-8.jpeg 1600w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><em>O mesmo v\u00e3o com o novo tabuleiro totalmente em a\u00e7o, executado pela Ecopontes: o componente de desgaste \u00e9 trocado, a estrutura \u00e9 preservada e a vida \u00fatil se estende por d\u00e9cadas.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Em Jaguari, no Rio Grande do Sul, a hist\u00f3ria \u00e9 ainda mais eloquente, e essa n\u00f3s conhecemos de perto, porque a construtora foi a Ecopontes.<\/p>\n\n\n\n<p>A ponte Julio de Castilhos foi erguida em 1898. Cento e vinte anos depois, um de seus v\u00e3os colapsou. \u00c9 a cena que as fotos registram, com a estrutura tombada sobre o rio. Uma obra de concreto, naquela situa\u00e7\u00e3o, significaria uma s\u00f3 coisa: demoli\u00e7\u00e3o, remo\u00e7\u00e3o de entulho e ponte nova. Por ser de a\u00e7o, o desfecho foi outro: a estrutura foi reconstru\u00edda e restaurada e, em 25 de maio de 2018, mediante conv\u00eanio com o DAER\/RS, a Julio de Castilhos foi reinaugurada e devolvida \u00e0 popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"720\" height=\"540\" src=\"https:\/\/www.ecopontes.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-6.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1908\" srcset=\"https:\/\/www.ecopontes.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-6.jpeg 720w, https:\/\/www.ecopontes.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-6-300x225.jpeg 300w\" sizes=\"(max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><em>Jaguari (RS): o v\u00e3o colapsado da ponte Julio de Castilhos, de 1898. Em concreto, seria o fim da obra.<\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"720\" height=\"540\" src=\"https:\/\/www.ecopontes.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-4.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1906\" srcset=\"https:\/\/www.ecopontes.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-4.jpeg 720w, https:\/\/www.ecopontes.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-4-300x225.jpeg 300w\" sizes=\"(max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><em>A mesma ponte ap\u00f3s o retrofit executado pela Ecopontes: recuperada, pintada e de volta ao servi\u00e7o.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 a diferen\u00e7a entre&nbsp;<strong>reparar<\/strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>recome\u00e7ar do zero<\/strong>. O a\u00e7o admite retrofit: \u00e9 poss\u00edvel refor\u00e7ar um trecho, substituir uma chapa, trocar um tabuleiro ou reconstruir um v\u00e3o inteiro. A obra \u00e9 cir\u00fargica, o patrim\u00f4nio \u00e9 preservado e o carbono j\u00e1 investido na estrutura permanece em servi\u00e7o, em vez de virar aterro. Uma ponte met\u00e1lica bem cuidada n\u00e3o tem, a rigor, uma data de morte; o que ela tem s\u00e3o ciclos de renova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"720\" height=\"459\" src=\"https:\/\/www.ecopontes.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-7.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1909\" srcset=\"https:\/\/www.ecopontes.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-7.jpeg 720w, https:\/\/www.ecopontes.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-7-300x191.jpeg 300w\" sizes=\"(max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><em>A placa da reinaugura\u00e7\u00e3o, em 25\/05\/2018, registra \u201c1898 \u2013 2018\u201d: cento e vinte anos de servi\u00e7o.<\/em><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A li\u00e7\u00e3o que atravessa as d\u00e9cadas<\/h2>\n\n\n\n<p>Hansen enfrentou uma gera\u00e7\u00e3o de engenheiros que n\u00e3o conseguia imaginar a \u00e1gua correndo por outro material que n\u00e3o o ferro. Venceu com desempenho, com custo e com o tempo a seu favor, n\u00e3o com ret\u00f3rica. A cultura cedeu porque a evid\u00eancia n\u00e3o parou de se acumular.<\/p>\n\n\n\n<p>Nossa disputa \u00e9 a mesma, e o argumento hoje \u00e9 ainda mais amplo: a ponte mista custa menos ao longo da vida, \u00e9 montada em menos tempo, pode ser inspecionada e, no fim, n\u00e3o vira entulho, porque volta a ser a\u00e7o ou volta a ser ponte.<\/p>\n\n\n\n<p>Na placa que fixamos em Jaguari est\u00e1 escrita, em bronze, a s\u00edntese de tudo o que este artigo tentou dizer: a ponte foi&nbsp;<em>\u201creconstru\u00edda e restaurada para servir no presente e \u00e0s futuras gera\u00e7\u00f5es o esfor\u00e7o edificado pelo passado\u201d<\/em>. N\u00e3o h\u00e1 defini\u00e7\u00e3o melhor de economia circular do que essa, nem homenagem maior a quem, em 1898, construiu com a\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Prof. Me. Eng. Fernando C\u00e9sar H\u00fangaro<\/strong>Diretor da Ecopontes <\/p>\n\n\n\n<p><br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A produ\u00e7\u00e3o de cimento responde por 7% das emiss\u00f5es globais de CO\u2082. Veja por que a ponte met\u00e1lica pesa menos, emite menos e nunca vira entulho no fim da vida.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1906,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[27,41,2,31,5,4],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ecopontes.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1904"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ecopontes.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ecopontes.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ecopontes.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ecopontes.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1904"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/www.ecopontes.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1904\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1915,"href":"https:\/\/www.ecopontes.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1904\/revisions\/1915"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ecopontes.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1906"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ecopontes.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1904"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ecopontes.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1904"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ecopontes.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1904"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}